sábado, abril 20

Lean Startup: Teste suas suposições em direção ao sucesso

O que é o Lean Startup

O Lean Startup (ou Startup Enxuta em português) é uma metodologia de gestão de portifólio criada para reduzir o desperdício na criação de novos negócios. Define alguns pilares indispensáveis para que isso aconteça: a redução dos lotes de entrega, a validação por método científico e os ciclos rápidos de feedback. Sendo assim, o loop construir-medir-aprender pode ser executado com mais agilidade, diminuindo o tempo de aprendizado e convergindo mais rápido para soluções ótimas com alto valor para os clientes.

Eric Ries analisou a manufatura enxuta proposta pela Toyota e percebeu que o método também seria bom para criação de negócios.

Empreendedores tradicionais começam um negócio novo ou até mesmo uma nova funcionalidade em um produto já existente definindo fluxos complexos, criando milestones de entrega com datas fixas, cronogramas ocupando meses das equipes envolvidas e tabelas contendo projeção de receita, lucro e custos. No entanto, o movimento (assim chamado por Ries) Lean Startup vai na contramão de toda esse planejamento de longo prazo.

No cenário em que não há erros durante o desenvolvimento de um negócio e o produto entregue tem o valor exato esperado pelo cliente, a metodologia de gestão tradicional é perfeita. Mas num setor em que a perfeição não é integrante do projeto, isso é somente uma fábula. Afinal, quem é que nunca ouviu de um cliente a frase “Mas eu queria que tivesse mais um botão aqui para fazer X”. Pode ser só mais um botão, mas já comprova que o valor esperado pelo cliente não foi satisfeito.

No entanto, criar um negócio envolve gestão. O método simplesmente, faça muitas vezes imaginados por jovens com a figura de um empreendedor na garagem, não funciona.

Foi então quando Ries entendeu que os mesmos princípios usados pela revolução promovida pela Toyota poderiam ser reaproveitados para emrpeendedores criando serviços. Tais princípios são o reaproveitamento do conhecimento e criatividade dos colaboradores, a redução dos lotes, a produção de estoque just-in-time e a aceleração dos tempos de ciclos.

Quando surgiu o Lean Startup?

Como aplicar o Lean Startup

Lean Startup e grandes empresas

Criando uma sandbox para inovação em grandes corporações É comum que gestores acreditem no método Lean Startup, confie no processo de aprendizagem validada mas, na ótica de sua área enquanto gestor numa grande empresa, aceite que o método não funcionaria. E então, entra-se novamente no ciclo de criar inovação com metodologias como waterfall, executam perfeitamente o plano e no final o fracasso é o único resultado experimentado.

Modificar processos já instaurados gera conflito, e na maioria das vezes, evitar o conflito traz o sentimento de que a gestão está indo bem. Entretanto, com o mercado de soluções cada vez mais aquecido, é prudente fechar os olhos para a inovação e criação de novos negócios? Manter-se como uma grande corporação sem inovação é possível?

Esse é o momento em que na maioria das vezes colocamos a idoneidade da empresa como barreira para inovar. Discutimos se um projeto mínimo, com apenas uma ou duas funcionalidades e sem uma experiência moderna iria prejudicar o nome da empresa-mãe. Tenta-se criar inovação às escuras e nada acontece.

Por outro lado, uma fatia de gestores defendem o contrário: proteja a inovação das burocracias e métodos arcaicos da empresa-mãe. Ora, como principal investidor das ideias, faria sentido que a empresa-mãe não tivesse transparente o dia a dia de uma startup interna?

Para acabar com a inércia, o movimento Lean Startup define o conceito de sandbox para inovação. Uma sandbox é um espaço para experimentação, capaz de conter o impacto de novos negócios na empresa-mãe, sem restringir o time responsável pela inovação. O que seria esse espaço para experimentação?

Algumas regras:

  1. Qualquer equipe por criar um verdadeiro teste A/B que afete apenas as partes do produto ou serviço que estejam dentro da sandbox (para um produto com múltiplas partes) ou apenas determinados segmentos ou territótios de vendas (para um produto novo).Porém:
  2. Uma mesma equipe deve supervisionar o experimento do início ao fim;
  3. Nenhum experimento pode demorar mais que o tempo especificado (em geral, umas poucas semanas para um experimento com um atributo simples e um tempo maior para inovações mais revolucionárias);
  4. Nenhum experimento pode afetar mais do que um número especificado de clientes (em geral, expresso como uma porcentagem da base total de clientes comuns da empresa);
  5. Todo experimento precisa ser avaliado tendo por base um único relatório padrão de 5 a 10 métrica acionáveis (não mais do que isso);
  6. Toda equipe que trabalhe na sandbox e todo produto que seja desenvolvido nela deve usar as mesmas métricas para avaliar o sucesso;
  7. Qualquer equipe que crie um experimento deve monitorar a métricas e as reações dos clientes (telefonemas para o suporte, reações nas mídias sociais, discussões em fóruns, etc.) enquanto o experimento está acontecendo, e, abortá-lo se algo catastrófico acontecer.

É ideal, ao adotar uso de sandbox, manter o tamanho da sandbox pequeno, tanto em termos da quantidade de colaboradores, quanto da quantidade de usuários afetados, páginas do serviço alteradas, etc. Uma simples página contento o preço de um serviço já é um sandbox; e uma parcela pequena, por exemplo 5% dos usuários, podem ver essa nova página.

Pensamentos importantes

O método de lotes pequenos gera um produto concluído em um curto espaço de tempo. Já o método de lotes grandes deve entregar todos os produtos ao mesmo tempo no final.

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